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Desvendando estratégias para incluir os novos membros ao time - Com Tatiana Loth, da Movile

Desvendando estratégias para incluir os novos membros ao time - Com Tatiana Loth, da Movile

O mês de agosto tem um acontecimento clássico, além do maior evento de empreendedorismo jovem do mundo (ENEJ), você já pensou certo, não foi? Aqueles que são fãs de Gestão de Pessoas, já estão emocionados nesse momento, estamos falando do nossos Processos Seletivos! Para nos ajudar a entender como efetivamos de forma estratégica os nossos trainees, novos membros, fizemos uma entrevista com a Movile, parceira da Brasil Júnior, para pegar algumas dicas sobre como adaptar nossos novos membros à rotina da nossa equipe. Vem conferir um pouco do que precisamos fazer!

1- Colocar novos membros dentro de um time que já está formado e trabalha junto com sintonia é muito complicado. Como você enxerga que essa integração (membros novos + antigos) deve ser feita durante a fase de adaptação desses novos braços do grupo?

Os dois lados - a equipe atual e o novo membro - precisam ter muita clareza de que a chegada de alguém novo envolve adaptação e soma, afinal, se houve a necessidade de mais alguém no time, significa que o time precisa dessa nova pessoa! É preciso ter claro qual será o papel do novo integrante, como ele irá interagir com os demais nas atividades do dia a dia, e como cada um pode ajudar para que esse processo de integração seja o mais efetivo possível. Para o novo integrante, é importante chegar com mente e coração abertos, se colocar na posição de aprendiz, mostrar autenticamente que deseja ajudar e aprender com os outros.

O gestor tem um papel fundamental em garantir esse tipo de alinhamento entre o time e quem está chegando, mostrando, sempre, quais são os papeis e responsabilidades de cada um, além, é claro, de manter o bom relacionamento entre todos, apontar caminhos claros para a conquista dos objetivos do time e da empresa.

Na Movile, muitas vezes, envolvemos o time já nas entrevistas, para que todos participem ativamente do processo de busca por um novo integrante e, assim, sejam parte de qualquer decisão. Orientamos os times a prepararem os primeiros dias do novo integrante, tanto do ponto de vista funcional - apresentando áreas que se relacionam, ensinando procedimentos, detalhando escopo e atividades que vão fazer parte da rotina do novo integrante - quanto do ponto de vista mais social - levando o novato para almoçar, dando dicas sobre a dinâmica do time e da empresa, apresentando às pessoas.

2- Como podemos fazer isso se tratando dos valores, da cultura da nossa organização? É importante desenvolver práticas que passem para esse membro novo como somos desde o começo?

Acredito que esse ponto seja fundamental, até mesmo anterior, as pessoas devem buscar empresas que já exista um alinhamento de valores natural, que se identifiquem. É dolorido para você e para a empresa se houver um desalinhamento muito grande entre o que é fundamental, o que não se abre mão. Sem falar que isso pode gerar inúmeras consequências, até mesmo impacto financeiro.

Na Movile, assim como em outras tantas empresas, avaliamos o que chamamos de fit cultural, que é o match entre os valores do candidato e da Movile, pra checar se existência uma aderência orgânica à nossa cultura. Muitas vezes isso é crucial para a aprovação ou reprovação de um candidato durante o processo seletivo, além de ser insumo essencial para avaliarmos performance, promoções, entre tantos marcos do crescimento e desenvolvimento das pessoas. Para isso, o candidato pode passar por testes online ou entrevistas, para checarmos, sob diferentes perspectivas, se ele está alinhado com nossa cultura.

Se alguém já foi aprovado, entendemos que já exista um alinhamento, que muitas vezes pode ser total ou parcial, portanto, durante os primeiros 3 meses, esse novo Moviliano vai passar por diferentes atividades - de apresentações a acompanhamento do time de Gente - para entender com maior profundidade o que acreditamos, quais são nossas práticas e, principalmente, por quê fazemos o que fazemos. A ideia é que, nesses primeiros meses, ele entenda como colocamos na prática aquilo que acreditamos e que ele será impactado no dia a dia, é importante que as pessoas vejam um propósito no que é feito, e, é claro, alinhamento às nossas crenças e valores.

3- E como podemos evitar que os problemas (seja uma prática negativa ou um pensamento incômodo) passe para aqueles que começaram com todo gás? (aquele problema que sempre estamos tentando cortar, mas que acaba passando de uma pessoa para a outra)

É importante que haja maturidade e profissionalismo de todos os lados. Para quem chega, caso perceba que existam ações ou comportamentos que não pareçam ideais, busque outros pontos de vista dentro do próprio time, converse com o gestor ou mesmo o time de RH, tente entender mais e melhor, fazendo isso com muita cautela e profissionalismo, afinal, é sempre importante entender o contexto em que tudo acontece. Já o time, também é importante ter cuidado em receber o novo integrante, entender quem é, qual sua história, seu propósito ali no time, e avaliar o que e quanto o novo colega precisa saber naquele momento e contexto, fornecendo somente o que é ideal.

Na minha opinIão, de ambos os lados é importante ter em mente que cada pessoa sente e tira suas conclusões sobre uma experiência com base em uma somatória de variáveis: o que ela já viveu até ali, o contexto em que ela estava inserida, os valores que a sustentam… Digo isso porque dificilmente todas as pessoas reagem da mesma forma, e é importante que as pessoas permitam ao outro pensar e agir diferente. Fazer a pergunta "será que, no lugar do outro, eu pensaria ou reagiria da mesma forma?" é um bom primeiro passo.

4- Como inserir essa pessoa na rotina sem que seja um baque enorme para ela? Muitos dos nossos empresários juniores nunca trabalharam e sentem uma pancada quando chegam na empresa júnior e tudo já está acontecendo, as metas estão funcionando, o projeto já precisa ser feito.

Muito provavelmente vai ter um baque! Vai ser um baque para o time, que precisa integrar o novo integrante e transmitir conhecimento, sem deixar de fazer o que precisa ser feito; e vai ser um baque para o novo integrante, que está sendo inserido em um contexto e ambiente que vão trazer conceitos novos e, em muitos momentos, tirá-lo da zona de conforto. Ter consciência disso ao invés de negar, já é um primeiro passo.

Para o novo integrante, tente se alinhar o máximo e o mais rápido possível, absorva tudo ao seu redor, como disse anteriormente, assuma a postura de aprendiz. Ouça tudo o que as pessoas têm a dizer e ensinar, pesquise, procure mais informações, peça por mais, converse com outras pessoas, pergunte como pode ajudar e peça feedbacks - assim fica mais fácil entender se está indo no caminho certo ou precisa corrigir a rota.

E, claro, é importante que o time se prepare para a chegada do novo integrante e, em qualquer coisa que for ensinar, tenha a cautela básica de um processo de integração e ensino, perguntando o que sabe sobre o tema, calibrando o conteúdo para que a pessoa entenda, pedindo feedbacks. Para quem já está na empresa e no time a mais tempo, é importante assumir o posicionamento de buscar entender como você pode contribuir para que seu colega se adapte fácil e rapidamente.

5- Se você tivesse que dar algumas dicas para as nossas empresas juniores, quais seriam?

Faça a lição de casa! Antes de qualquer aproximação com a empresa, seja prospecção ou mesmo processo seletivo, pesquise, converse com pessoas que você conheça e que trabalhe lá ou no mesmo segmento, vá além do site, busque por notícias, experimente os produtos… Essa imersão é extremamente importante para entender melhor quais podem ser os desafios da empresa e, é claro, refletir como você poderia contribuir.

Seja humilde! Por melhor que tenha sido sua imersão e por mais seguro que você esteja de que pode resolver todos os problemas da empresa, você dificilmente vai ter o mesmo repertório de quem está lá, vivendo e respirando todos os dias do ambiente da empresa. Portanto, ouça mais do que fale, pergunte, tente entender com preocupação autêntica o que as pessoas têm a te dizer e, principalmente, o que esperam de você. Demonstre claramente que deseja ajudar e está disposto a isso.

Procure seu autoconhecimento! Aproveite essa etapa para entender melhor o que gosta, o que não gosta, quem quer ser e quem não quer ser, quais são seus valores… O começo da vida profissional é um excelente momento para refletir sobre essas questões, isso vai te ajudar a buscar as empresas que mais fazem sentido, a traçar planos, a efetivamente, se conhecer melhor. Esteja também aberto a errar, peça feedbacks, e veja tudo como uma oportunidade para seu aprendizado pessoal e profissional.


Muito bom entender um pouco de como funciona uma das nossas maiores dificuldades dentro de outra empresa, certo? Mais legal ainda quando se trata de uma empresa assim, tão jovem, tão inovadora! Curtiu a Movile? Vem ver mais detalhes do processo seletivo deles, o Mobile Dream Move, a Tatiana Loth nos garantiu que vale muito a pena conhecer! E com todas essas dicas da Movile, não podemos reclamar que nossos empresários juniores não conseguem acompanhar a rotina, temos tudo para engajar o pessoal!

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