1. Cultura? O que é isso? É importante?

“ A cultura devora a estratégia no café da manhã” - Peter Drucker

Dentro de um ano de um novo Planejamento Estratégico da Rede, muito se é falado de referenciais estratégicos, missão, visão, valores, batalhas, desdobramento, KPIs, OKRs, etc.

Todo o jargão da administração estratégica é intensivamente utilizado para fazer que todo um movimento entenda quais são os novos goals da rede. Para que se consiga um engajamento quanto às novas batalhas, indicadores e parâmetros, realmente é preciso fazer com que todos entendam o que está acontecendo.

Entretanto, existe um outro conceito da administração, o qual é essencial para garantir que uma nova estratégia seja atingida: a cultura.

A cultura organizacional é o conjunto de artefatos, rituais, crenças e valores de uma organização a qual torna ela única. Dentre os diversos elementos que a compõem, como seus produtos, processos, sua estratégia e sua cultura, a cultura organizacional é o elemento mais difícil de ser copiado.

Isso ocorre pelo fato de que ela está ligada diretamente às pessoas que a formam. A cultura está para uma empresa, assim como o caráter está para uma pessoa. Dentro do contexto do novo Planejamento Estratégico da Rede, o qual regerá o movimento empresa júnior para os anos de 2019, 2020 e 2021, é preciso entender que os novos desafios propostos pela rede só serão vencidos caso haja, também, uma mudança de cultura.

Pelo fato dela estar diretamente correlacionada com as pessoas de uma organização, existem, por consequência, diversos tipos de cultura. Entretanto, existem “modelos de cultura” os quais são mais bem consolidados como a cultura de resultados, a cultura de excelência e, mais recentemente, a cultura ágil.

  1. E quando se fala de cultura ágil, sobre o que se referem?

Ter uma cultura ágil em sua empresa significa, antes de tudo, passar por uma mudança de mindset que faça com que todos os colaboradores passem a se identificar e se guiar por valores como confiança mútua, transparência, empoderamento das pessoas, delegação de responsabilidades, maior interação entre as pessoas, maior geração de valor do negócio no menor tempo possível e a diminuição de ferramentas e burocracias nos processos.

O sucesso de metodologias ágeis de gerenciamento de projetos como o Scrum, ou de metodologias de desdobramento de estratégias como as Must Win Battles estão sendo sustentadas, hoje, nas organizações, pelas mudanças que ocorreram na forma como as pessoas pensam, se organizam e trabalham.

Essas mudanças ocorreram pela necessidade encontrada no mercado de, a cada dia, se tornar mais eficiente. Processos engessados e burocráticos, reuniões demasiadas em uma semana de trabalho, hierarquias excessivas são exemplos de práticas que eram um entrave à produtividade requerida à uma empresa que hoje vive no século XXI.

Assim, organizações que possuem uma cultura ágil são compostas de profissionais os quais estão preocupados em gerar o máximo de resultado possível através da construção de rotinas, processos e atividades o mais simplificadas possível. Qualquer entrave à produtividade deve ser abandonado e substituído.

  1. Como fazer com que minha empresa tenha uma cultura ágil?

De uma hora para a outra, mudar a cultura ou implementar uma nova cultura em uma empresa é um grande desafio. A construção de uma cultura ágil que suporte o crescimento das empresas juniores e as auxiliem a executar as novas diretrizes do planejamento estratégico da rede é um processo que ocorrerá lentamente.

De início, é essencial que haja um forte alinhamento de todas as pessoas que compõem o time acerca do propósito que os motiva a trabalhar todos os dias. Apenas com um foco total no objetivo em que a organização almeja atingir é que será possível iniciar um processo de abandono de práticas que não contribuem para que tal objetivo seja alcançado.

A partir disso, a ressignificação e reorganização de antigas práticas deverá ser iniciada. A utilização de metodologias ágeis, as quais trabalham com cadências e ciclos mais curto de prazos e entregas será essencial para todos perceberem a necessidade de, a cada dia mais, buscar formas mais simplificadas de executar suas atividades. O estabelecimento de prazos e ciclos curtos será essencial para esse choque de cultura.

Em seguida, após as primeiras mudanças de hábito, será essencial passar por um momento de reavaliação dos resultados obtidos. Um ciclo de feedbacks e ajustes é essencial para que todos estejam alinhados em relação às novas práticas e para o entendimento do que funciona e do que não funciona para a empresa.

Além disso, o reconhecimento das pessoas que mais estão alinhadas com as mudanças e mais geraram resultados também é indicado. Em momentos de mudança, as pessoas precisam de novos pontos de referência e novos pontos seguros. Isso contribuirá para que dentro do próprio time sejam criadas lideranças informais as quais tambem engajaram a empresa.

Sem dúvidas, muitos novos desafios estão sendo apresentados ao Movimento Empresa Júnior em um ano em que novos focos estratégicos precisam ser observados e alcançados. Sendo a partir de empresas juniores mais ágeis, que será possível aprender rapidamente quais os novos processos e atividades que garantirão a construção de um Brasil mais empreendedor.

Conseguiremos, assim, sem dúvidas, sermos mais fortes e conectados, em todo o Brasil, formando líderes que fazem mais projetos de alto impacto.