Acreditamos que, nessa reta final de ano, em que as EJs aceleram seu fluxo de prospecção e negociação, encontrar uma maneira mais rápida e eficiente de fazer isso é sempre muito válido, certo? Para isso, o Nuno, Gerente de Produtos na Movile, e a Brasil Junior trouxeram uma estratégia aplicada e simples de desenvolvimento de produto ou solução através do Design Sprint.

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Hoje em dia, Design Sprint já se tornou uma buzzword, ou seja, é muito comum falar sobre, mas o significado vai se perdendo. Antes de comentar como é possível fazer um, é importante relembrar o seu significado.

O Design Sprint é um processo desenvolvido pela Google Ventures, um braço do Google focado em testar e acelerar ideias. A principal vantagem em relação a outras metodologias é que poupa o tempo de desenvolvimento necessário para a criação de um MVP (Minimum Viable Product) para validação de ideias, permitindo uma validação em apenas uma semana.

Em resumo, é um processo de design em que um grupo de profissionais se reúne por 5 dias para responder a questões críticas de negócios. É perfeito para validação de novas ideias de produtos e serviços e pode ser muito bem aplicado para acelerar a formatação de propostas para os projetos da sua EJ, de maneira mais rápida e com alto valor para o seu cliente.

5 dias, um objetivo

Os termos se parecem, mas não se trata de Design de Serviços. O SDS é usa elementos de outras técnicas para solucionar grandes problemas e testar novas ideias em apenas cinco dias. Entenda.

Antes de mais nada, é importante ter bem claro o problema a ser resolvido para todos os participantes, pois em um processo intenso de brainstorm é muito fácil as coisas saírem dos trilhos, gerando ideias que não vão de encontro com o problema definido. Isso pode ser obtido através de um diagnóstico mais aprofundado com o cliente, envolvendo-o ao máximo na definição do problema a ser atacado.

Outro ponto importantíssimo para o seu Design Sprint é saber quem irá participar do processo. É muito importante envolver no processo pelo menos uma pessoa que está em contato direto com o cliente (de preferência, quem fez o diagnóstico), alguém que domine a parte técnica do projeto (como um Gerente de Projetos), e uma pessoa que vai executar o projeto (consultor/projetista).

Dia 1 - Entender

No primeiro dia, o objetivo é exteriorizar tudo o que se sabe sobre a ideia. Quanto mais diverso seu time, mais rica essa discussão será, pois representa diversos pontos de vista sobre o tema. Caso as coisas não fluam naturalmente, o facilitador pode trazer atividades como uma rodada expressando a voz do cliente (em alguns casos, a voz do consumidor do seu cliente é ainda melhor), direcionando para desconstruir opções atuais de mercado que oferecem uma solução semelhante, etc.

Dia 2 - Desenhar

No segundo dia, é de colocar a mão na massa. Todos vão trabalhar individualmente colocando no papel soluções para o problema. O foco é gerar um número alto de ideias, não limitando a uma proposta por participante. Neste dia, também é um bom momento para fazer algumas validações com o cliente e prepará-lo para participar da fase teste/apresentação, que ocorrerá no dia 5.

Essa interação é bem rica e bem cuidadosa, e vai mostrar ao cliente o quanto vocês realmente entenderam o problema, estão pensando como ele, e ainda conseguir ter um termômetro de o quão envolvido ele está com a solução que vocês estão prestes a apresentar. Além, claro, de ter um feedback rico e construtivo para a proposta de vocês.

Dia 3 - Decidir

Após toda a criação e discussões do dia anterior, você já terá uma dúzia de ideias para escolher. O que é excelente, pois o 3º dia é quando é necessário começar a tomar decisões difíceis. O objetivo é avaliar os feedbacks do cliente, filtrar, refinar e discutir ideias, para chegar ao fim do dia com algumas ideias (não existe um número exato, mas é importante não passar de 3 - leve em conta que será necessário criar um protótipo fiel de todas as ideias nos próximos dias).

Dia 4 - Prototipar

Agora é a hora de dar forma à ideia escolhida e trabalhar de maneira muito produtiva (para isso, recomendamos utilizar ferramentas/metodologias com as quais a equipe já está familiarizada, pois uma curva de aprendizado neste momento só iria atrasar o processo. O mantra neste dia é fake it until you make it, criando um protótipo que pareça real o suficiente para convencer os usuários, mas sem necessariamente ser funcional, ou seja, mais foco na experiência e menos em integrações ou quesitos técnicos. Até o fim do dia, é necessário ter um protótipo fiel e claro para a validação da ideia, ou seja, as formas de ter o problema do seu cliente resolvido, em um esboço rápido e simples, que contemple suas necessidades gerais.

Dia 5 - Testar

Todos os dias anteriores são extremamente importantes, se você considerar que apenas o fato de que esse tipo de dinâmica e interação já aumenta os níveis de engajamento do time, além de multiplicar, de forma prática, a própria capacidade criativa e de resolução do problemas pela EJ. Mas o último dia é mais importante que todos os outros, pois é o momento de validar cada ideia com seu possível cliente. É a hora de colocar a escuta ativa em prática e entender todas as percepções do cliente na apresentação da proposta e, o melhor, ao conseguir experimentar ter seu problema resolvido, deixando uma pequena amostra do que ele vai ter ao receber o projeto pronto, ou seja, pondendo ver e sentir o retorno que ele vai ter ao contratá-los.

Este método também, aumentará muito a própria percepção de valor do seu cliente, dando margens ainda maiores para vocês valorizarem seu projeto, mas cuidado, não exagere!

O Design Sprint é um processo muito importante e rico, e tem sido intensamente aplicado e adaptado em diversas empresas. Para saber mais sobre como o processo, vale conferir os materiais abaixo: