Pós-Júnior

  • 200+HITS

Protagonista da sua própria trajetória - Entrevista com Geisa Fabiane

Protagonista da sua própria trajetória - Entrevista com Geisa Fabiane

A missão do Movimento Empresa Júnior é “formar, por meio da vivência empresarial, empreendedores comprometidos e capazes de transformar o Brasil”, os nossos pós-juniores estão liderando transformações em todo o ecossistema, seja no mercado, na gestão pública e até nas universidades!

E nesse último caso, Geisa Fabiane, que assumiu diversos cargos de liderança no MEJ, entre eles a Diretoria de Desenvolvimento da Brasil Júnior em 2013 e a Presidência do Conselho da PB Júnior em 2012. Geisa, atualmente, é mestranda e Chefe da Divisão Administrativa da Editora da Universidade Federal da Paraíba. No nosso bate-papo, nos conta como o MEJ pode tornar nossas universidades mais empreendedoras e como suas experiências no Movimento impactaram na pessoa e profissional pronta para transformar o país.

Comemorando o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, trazemos uma pós-júnior e os comentários das empresárias juniores que participaram da campanha #SouProtagonistaPorque. Que assumem grandes desafios dentro e fora do MEJ, e acima de tudo, são protagonistas da sua própria trajetória!


Confira a entrevista exclusiva, realizada no dia 08/03:

1. Conte um pouco da sua trajetória.

Hoje eu sou chefe da Divisão de Administração da Editora UFPB e faço Mestrado em Gestão de Organizações Aprendentes na Universidade Federal da Paraíba. No MEJ, tive oportunidade de trabalhar nas três instâncias, fui cofundadora e Presidente da UniSigma Consultoria, Presidente do Conselho e Presidente Executiva da PB Júnior, Assessora de Gestão de Federações e Núcleos e Diretora de Desenvolvimento da Brasil Júnior.

2. Quais foram os maiores desafios que você encarou dentro do MEJ?

Foram vários: a fundação da UniSigma, a Presidência do Conselho da PB Júnior, o NEGO 2011, o PEG 2013, dentre outros; mas sem dúvidas, a Presidência do Conselho da PB Júnior foi um dos que mais me marcaram. Era um desafio porque era a primeira vez que a PB Júnior tinha o cargo institucionalizado (até então, o cargo era exercido pelo Presidente Executivo), além disso, exigia de mim uma grande mudança de postura, transformando minha carreira profissional. Antes de assumir a Presidência do Conselho, eu tinha um perfil muito prático, de executar diretamente o que precisava ser feito; na Presidência do Conselho, eu já não tinha o poder de execução (que compete à Diretoria Executiva), mas ainda assim, eu era diretamente responsável pelos resultados a serem gerados pela Federação, o que exigiu de mim o desenvolvimento de outros aspectos de liderança, eu precisava prestar contas de maneira transparente e eficaz das ações da Diretoria Executiva, ao mesmo passo em que precisava cobrar os resultados esperados pelo Conselho, além disso, era preciso formar os conselheiros enquanto líderes do MEJ estadual, o que incluía a formação técnica e histórica, mas, muito mais, uma formação comportamental. Também foi um ano de grandes desafios na PB Júnior e o fato de estar envolvida com eles me fez crescer bastante.

3. Como o MEJ pode tornar as universidades brasileiras mais empreendedoras?

Essa é uma ótima pergunta, especialmente porque eu estive no lado MEJ e hoje atuo como técnica administrativa em uma Instituição Pública de Ensino Superior. Creio que, para tornar as universidades brasileiras mais empreendedoras, o MEJ precisa romper as paredes de suas EJs e integrar-se de maneira mais efetiva ao universo de suas IES, isso inclui dedicar-se para entender o funcionamento da Instituição de Ensino, o plano para seu desenvolvimento institucional e as propostas pedagógicas dos cursos dos quais fazem parte. O artigo 11 do Código de Ética do Movimento de Empresas Juniores incentiva às EJs a promoverem o desenvolvimento, também, dos alunos que não têm o privilégio de fazer parte da empresa júnior, a meu ver, tal ação não pode ocorrer de maneira pontual apenas pela EJ, mas pode ser promovida de maneira integrada a Universidade gerando resultados ainda maiores. Por fim, é impossível falar em educação empreendedora sem falar em educação e é impossível falar em educação sem conhecer suas teorias, abordagens e aplicações.

4. Quais são as maiores transformações que o MEJ pode proporcionar a sociedade?

Não acredito que seja possível mensurar em uma resposta. A capacidade de transformação do MEJ é diretamente proporcional a capacidade de transformação de cada empresário júnior e de cada pós-júnior formado por ele o que nos conduziria a potenciais incríveis e incalculáveis. Por isso, vou falar das transformações para as quais eu tenho esperança: espero que o MEJ transforme a forma de se fazer política no país, que influencie mudanças significativas na área de educação e administração pública, que influencie a formação de líderes e gestores, além de potencializar o empreendedorismo.

Você já leu 60% desse artigo :)

5. Cite um projeto que você realizou na EJ e que gerou um grande impacto!

Creio que o maior projeto que eu ajudei a desenvolver na EJ foi a sua própria fundação. Éramos 13, nove meses de trabalhos intensos, e hoje já são mais de 100 jovens impactados pela iniciativa. Desconheço as cifras financeiras e o número exato de projetos executados durante esses 07 anos, mas reconheço a transformação causada pela UniSigma em cada um dos que passaram por ela. Desde casos como o de Thyago Ramon que, uma vez na UniSigma, percebeu que estava no curso errado e hoje faz sucesso no novo curso escolhido a casos como o de Jorge Wanderley, empreendedor pioneiro no seguimento de coworking na Paraíba. Nenhum impacto pode ser maior do que aquele que transforma a vida de outras pessoas.

6. Quem era a Geisa antes do MEJ?

Eu não posso ceder ao MEJ a exclusividade da minha formação. Eu tive a honra de ter pais incríveis que me formaram enquanto estudante e empreendedora antes mesmo de eu saber o que significava empresa júnior, mas eu confesso que o MEJ é sim um dos grandes responsáveis pela formação profissional que eu tenho hoje. Acho que mais fácil do que dizer quem era a Geisa antes do MEJ é dizer quem é a Geisa depois do MEJ: uma profissional um pouco mais calma (quem me conhece sabe que esse não é lá o meu forte), resiliente, assertiva, dinâmica, comunicativa e com uma visão sistêmica e estratégica melhor desenvolvidas. Mulher, pós-júnior, forasteirfa e paraibucana de Taperoá.

7. Como o MEJ contribuiu para formação da mulher e profissional que você é hoje?

Sem dúvidas, o MEJ permitiu que eu enxergasse meu poder de ação, transformação e liderança, me transformou em uma agente de mudanças. Desde 18/08/2009, eu deixei de dormir para sonhar e passei a trabalhar arduamente para realizar cada um dos meus sonhos. Também influenciou minhas habilidades críticas e potencializou meu senso de responsabilidade social, como disse Gandhi, "se ages contra a justiça e eu permito que assim o faças então a injustiça é minha", logo, a responsabilidade pela desigualdade que vemos também é nossa.

8. Qual recado você gostaria de passar para todas as empresárias juniores do país?

Durante o período das eleições norte-americanas, a BBC lançou uma reportagem chamada "Quem é Hillary Clinton, a mulher que pode comandar o país mais poderoso do planeta". A reportagem descrevia também o pai de Hillary Clinton, Hugh: "ficou conhecido por incentivar o sucesso dos filhos e costumava dizer para Hillary: 'tudo o que um homem pode fazer, você também pode fazer'". Se eu pudesse deixar um recado nesse dia, sem dúvidas seria este.

Veja outra entrevista com Pós-Juniores aqui.

Autora: Carolina Naomi - VP de Comunicação da Brasil Júnior 2017

#SouProtagonistaPorque